domingo, 19 de maio de 2013

Nanã

Nanã é a mais velhas das orixás mulheres. É a orixá cercada de mistérios, dona do portal entre a vida e a morte.

Associada as águas paradas e a lama dos pantanos, tanto reverênciada na vida quanto na morte. Foi a única que não reconheceu a Soberania de Ogum para com os metais e a guerra.

Dizem lendas que Nanã era o barro do qual Deus fez o Homem. Em Africa quando pronunciada seu nome se jogam no chão ou tocam no solo em respeito a rainha dos mistérios.

Ela é uma orixá que pode se apresentar perigosa e misteriosa, mas também muito amorosa para com as pessoas. Nanã não gosta da injustiça, dos roubos, da traição e da mentira.

è mãe de Iroko (Tempo), Oxumare e Obaluaye. Além de sua associação á morte, pode-se dizer que também compõe-se a vida, pos Nanã é o nascimento, o meio e o fim.

Nanã, é um Orixá feminino de origem daomeana, que foi incorporado há séculos pela mitologia iorubá, quando o povo nagô conquistou o povo do Daomé (atual Republica do Benin) , assimilando sua cultura e incorporando alguns Orixás dos dominados à sua mitologia já estabelecida.
Resumindo esse processo cultural, Oxalá (mito ioruba ou nagô) continua sendo o pai e quase todos os Orixás. Iemanjá (mito igualmente ioruba) é a mãe de seus filhos (nagô) e Nanã (mito jeje) assume a figura de mãe dos filhos daomeanos, nunca se questionando a paternidade de Oxalá sobre estes também, paternidade essa que não é original da criação das primeiras lendas do Daomé, onde Oxalá obviamente não existia. Os mitos daomeanos eram mais antigos que os nagôs (vinham de uma cultura ancestral que se mostra anterior à descoberta do fogo). Tentou-se, então, acertar essa cronologia com a colocação de Nanã e o nascimento de seus filhos, como fatos anteriores ao encontro de Oxalá e Iemanjá.

Informações:

Nome: Nanã

Comida: efó, mungunzá, sarapatel, feijão com coco e pirão com batata roxa.

Saudação: Salubá

Simbolo: Ibiri (bastão de palmeiras)

Dominios: Vida e a Morte

Cor de Fio de Conta: Roxo

Seus Filhos São:

Os filhos de Nana são pessoas extremamente calmas, tão lentas no cumprimento das suas tarefas que chegam a irritar. Agem com benevolência, dignidade e gentileza. As pessoas de Nana parecem ter a eternidade à sua frente para acabar os seus afazeres; gostam de crianças e educam-nas com excesso de doçura e mansidão, assim como as avós. São pessoas que no modo de agir e até fisicamente aparentam mais idade. Falam alto pra impor o que pensa.

Podem apresentar precocemente problemas de idade, como tendência a viver no passado, de recordações, apresentar infecções reumáticas e problemas nas articulações em geral.

As pessoas de Nana podem ser teimosas e “ranzinzas”, daquelas que guardam por longo tempo um rancor ou adiam uma decisão. Porém agem com segurança e majestade. As suas reacções bem equilibradas e a pertinência das suas decisões mantêm-nas sempre no caminho da sabedoria e da justiça.

Embora se atribua a Nana um carácter implacável, os seus filhos têm grande capacidade de perdoar, principalmente as pessoas que amam. São pessoas bondosas, decididas, simpáticas, mas principalmente respeitáveis.
ÈBÓ
(SACRIFÍCIO)
A vida diária de um ser humano esta cheia de "sacrifícios." Para obter algo
sempre exige levados sacrifícios, primeiro para receber a pessoa têm que dar algo em
troca. A vida é uma troca. Você almeja, trabalha e recebe. Por exemplo: se uma pessoa
precisa de dinheiro, ela terá que fazer um investimento, esse investimento será um
pouco de dinheiro para obter algo mediante sua capacidade intelectual ou terá que
estudar muito para ter uma carreira e ser bem remunerado, o que significa muita
dedicação e tempo, que poderia ser utilizado em numa diversão, ou em outra coisa
qualquer.
Se uma pessoa deseja uma casa própria ela terá que pagar uma soma
considerável, muito mais que uma pessoa que aluga, por sua vez terá que cuidar da casa
e fazer suas manutenções. Mas ao fim ela viverá numa propriedade a caso de
emergência que lhe traria bastante dividas deixando de suprir outras necessidades,
investir em algum negócio, enquanto no outro caso não terá as preocupações do
primeiro. Mas terá lançado seu dinheiro na “lata de lixo”. A mesma coisa acontece no
caso de ter um ou mais filhos. Já quem não os tem, não terá preocupações nenhuma com
custos adicionais, mas não terá auxilio na sua velhice. Para ter um auxilio na velhice
você terá que sacrificar tempo e dinheiro, mas no final desfrutará do respaldo familiar...
Resumindo: para você obter terá que sacrificar, isso será tempo, algum dinheiro, saúde,
tranqüilidade, etc.
Como diz o ditado “O destino de uma pessoa é conclusivo”, seu Ori poderá evitar
ou superar todos os obstáculos existentes, aumentando ou reduzindo os graus de
conseqüências que lhe acompanha. Poderá variar o espaço de tempo em vitórias ou
derrotas, e os fracassos poderiam ser suavizados se tivesse um bom Ori, através da
harmonia e compreensão, entendimento e sabedoria, caso contrário levará uma vida de
infelicidade e muita frustração.
Para ter um bom Ori com prosperidade em seu destino, a este não somente deverá
fazer sacrifícios que foram mencionados anteriormente, ainda teria que fazer sacrifícios
espirituais, quando teria à sua própria escolha auxiliares repartindo seus sacrifícios com
um Orisha e o Ancestral, assim como também apoiar-se na obediência dos tabus e
proibições que eles determinam. Para realizar este tipo de sacrifício dependerá do grau
de complexidade do destino indicado. Com os sacrifícios para as Divindades e
Ancestrais, bem poderíamos evitar esses tipos de problemas que fiz referências,
superando assim os obstáculos e obtendo assim maiores benefícios de mais durabilidade
a curto prazo.
Esses sacrifícios religiosos basicamente são chamados de EBO. Existem vários
tipos de Ebó, mas suas composições só são obtidas através do Oráculo-Ifa e
considerável conhecimento. Na maioria das vezes todos os Ebo entregues a Eshù são
dedicados exclusivamente à Olorun (Deus), exceto aqueles Ebò quotidianos executados
diretamente para Èshù, Orisa’s e Ancestrais, mas Olorun é quem recebe a maior parte
desses Ebò (sacrifícios). Já quando um Ebò é executado diretamente no Ori, este tem a
função de conexão com Olorun sem qualquer necessidade de intercessor, assim
propiciando naturalmente o alinhamento do Ori com seu próprio Destino, numa
conexão direta com sua origem Olorun (Deus).
Oxaguian O REI e a Batalha de Atorís

Oxaguian teria nascido emIfé, bem antes de seu pai tornar-se o rei de Ifan. Oxaguian, valente guerreiro, desejou, por sua vez, conquistar um reino. Partiu, acompanhado de seu amigo Awoledjê. Oxaguiã não tinha ainda este nome. Chegou num lugar chamado Ejigbô e aí tornou-se Elejigbô (Rei de Ejigbô). Oxaguiã tinha uma grande paixão por inhame pilado, comida que os iorubás chamam iyan. Elejigbô comia deste iyan a todo momento; comia de manhã, ao meio-dia e depois da sesta; comia no jantar e até mesmo durante a noite, se sentisse vazio seu estômago! Ele recusava qualquer outra comida, era sempre iyan que devia ser-lhe servido.

Chegou ao ponto de inventar opilão para que fosse preparado seu prato predileto! Impressionados pela sua mania, os outros orixás deram-lhe um cognome: Oxaguiã, que significa “Orixá-comedor-de-inhame-pilado”, e assim passou a ser chamado.

Awoledjê, seu companheiro, era babalawo, um grande adivinho, que o aconselhava no que devia ou não fazer. Certa ocasião, Awoledjê aconselhou a Oxaguiã oferecer: dois ratos de tamanho médio; dois peixe, que nadassem majestosamente; duas galinhas, cujo fígado fosse bem grande; duascabras, cujo leite fosse abundante; duas cestas de caramujos e muitos panos brancos. Disse-lhe, ainda, que se ele seguisse seus conselhos, Ejigbô, que era então um pequeno vilarejo dentro da floresta, tornar-se-ia, muito em breve, uma cidade grande e poderosa e povoada de muitos habitantes.

Depois disso Awoledjê partiu em viagem a outros lugares. Ejigbô tornou-se uma grande cidade, como previra Awoledjê. Ela era arrodeada de muralhas com fossos profundos, as portas fortificadas e guardas armados vigiavam suas entradas e saídas.

Havia um grande mercado, em frente ao palácio, que atraía, de muito longe, compradores e vendedores de mercadorias e escravos. Elejigbô vivia com pompa entre suas mulheres e servidores. Músicos cantavam seus louvores. Quando falava-se dele, não se usava seu nome jamais, pois seria falta de respeito. Era a expressão Kabiyesi, isto é, Sua Majestade, que deveria ser empregada.

Ao cabo de alguns anos, Awoledjê voltou. Ele desconhecia, ainda, o novo esplendor de seu amigo. Chegando diante dos guardas, na entrada do palácio, Awoledjê pediu, familiarmente, notícias do “Comedor-de-inhame-pilado”. Chocados pela insolência do forasteiro, os guardas gritaram: “Que ultraje falar desta maneira de Kabiyesi! Que impertinência! Que falta de respeito!” E caíram sobre ele dando-lhe pauladas e cruelmente jogaram-no na cadeia.

Awoledjê, mortificado pelos maus tratos, decidiu vingar-se, utilizando sua magia. Durante sete anos a chuva não caiu sobre Ejigbô, as mulheres não tiveram mais filhos e os cavalos do rei não tinham pasto. Elejigbô, desesperado, consultou um babalaô para remediar esta triste situação. “Kabiyesi, toda esta infelicidade é consequência da injusta prisão de um dos meus confrades! É preciso soltá-lo, Kabiyesi! É preciso obter o seu perdão!”

Awoledjê foi solto e, cheio de ressentimento, foi-se esconder no fundo da mata. Elejigbô, apesar de rei tão importante, teve que ir suplicar-lhe que esquecesse os maus tratos sofridos e o perdoasse.

“Muito bem! – respondeu-lhe. Eu permito que a chuva caia de novo, Oxaguiã, mas tem uma condição: Cada ano, por ocasião de sua festa, será necessário que você envie muita gente à floresta, cortar trezentos feixes de varetas. Os habitantes de Ejigbô, divididos em dois campos, deverão golpear-se, uns aos outros, até que estas varetas estejam gastas ou quebrem-se”.

Desde então, todos os anos, no fim da seca, os habitantes de dois bairros de Ejigbô, aqueles de Ixalê Oxolô e aqueles de Okê Mapô, batem-se todo um dia, em sinal de contrição e na esperança de verem, novamente, a chuva cair.

A lembrança deste costume conservou-se através dos tempos e permanece viva, também, na Bahia.

Por ocasião das cerimônias em louvor a Oxaguiã, as pessoas batem-se umas nas outras, com leves golpes de vareta… e recebem, em seguida, uma porção de inhame pilado, enquanto Oxaguiã vem dançar com energia, trazendo uma mão de pilão, símbolo das preferências gastronômicas do Orixá “Comedor-de-inhame-pilado.”










Os fios de contas são colares das religiões de candomblé e umbanda, que servem para concentrar energia do orixá e ao mesmo tempo para que possamos identificar o orixá e o cargo de uma pessoa.

Os fio de contas são feitos com fios de Roca e depois banhados no Abô (Preparado de ervas), Depois é entregue ao dono.

É chamado fio-de-contas, os colores de uma unica fiada, dado à abians geralmente. O Abian usa um colar de Oxalá (Branco) e outro de seu orixá.

Com o passar do tempo, os iniciados na religião poderão usar colares mais enfeitados. O Ywó com mais de 3 anos, obrigação paga, já poderá enfeitar mais seus fios de contas, mais ainda com cuidado de não deixar ser muito extravagante.

Os tipos de Fio de contas são:

Iyan: É o Fio de Contas dos Abians, feito de um fio só. Ele usará um de seu orixá e outro de Oxalá.

Delogun: é usado pelos Yawós, formado por varios fios de missangas, tendo como uma firma como fecho ou dependendo da casa e da nação, pode se fechar com um Búzio.

Brajá: Fios de contas dos altos cargos do Terreiro, ele simboliza a nobreza e o alto poder, usado por Babalawos, Babalorixas, iyalorixas, Ogans e Ekedis. esse jamais poderá ser usado por pessoas que não tem cargo.

Ele representa as escamas da cobra, riqueza. É Feito com búzios.

Hunjéve: É o fio de contas mais cobiçado da nação de Jeje, é dado quando o Yawó completa 7 anos e aos Ogan e Ekedis quando são iniciados. é feito npor um fio de missangas cor de ferrugem intercalados com contas corais.

Lagdibá: Pode ser usado por altos postos no candomblé, como Bàbá, Iyás, babalawós, Ogan e Ekedis. é feito com chifre de bufalo cortado em rodela.

Particularidades:

Um Egbomí usa geralmentes fios de contas de uma fiada, e contas que represente seus status no culto.
O Ogan e a Ekedí tem direito de usar fios de contas correspondentes a seus cargos.
Pessoas de orixá homem, poder usar os fios de contas atravessado entre o ombro, não é permitido isso para pessoas de orixá mulher.
Cores dos fios de contas e seus Orixás: (isso pode mudar de acordo com a nação)

Oxalufan: Branco Leitosos.

Oxaguian: Branco Leitosos intercalado com contas Azuis ou Apenas Branco.

Ogum: Azul escuro.

Xangô: Marrom ou vermelhas intercaladas com branco

Oxóssi: Azul Turqueza

Yemanjá: Azul Claro ou Cristal.

Oxum: Dourado

Iansã/ Oya: Vermelho

Nanã: Roxo/ Lilás

Ewá: Vermelha rajada de amarelo

Logun-Edé: Azul turqueza e Dourado

Oxumaré: Verde e Amarelo ou Preto e Amarelo

Obá: vermelho e amarelo.

Omolú: Branco, Preto e vermelho.

Exú: Preto e Vermelho

Ossain: Verde rajado de Branco

Iroko: Verde intercalada de marrom.

Ibejis: Todas as cores.














Obí é um fruto sagrado e insubstituível dos rituais de candomblé e umbanda, Ele tem diversas utilidades, como por exenplo confirmar uma obrigação.

O obí funciona como uma ligação entre o Orún e o Ayê, por conseuencia dos homens com Deus.

O Obí também conhecido como nóz-de-cola, é usado nas obrigações de Orixás, muitas das vezes comemos um pedaço dele (Gosto bem amargo), pois ele representa a vida. É entre em meio oração, em rituais de revitalização e/ou alegria. Na África come-se esse Obí a cada celebração importantente.

O Obí (Abata) que é usado em adivinhação é formado por diversos gosmos (Geralmente 4), que serve para confirmar obrigações e até ver orixas. Esses gomos são divididos em Machos e Fêmeas.

Não é permitido passar a faca no Obí, pois os orixás podem se revoltar.

Lenda Do Obí

Olófin, ” O Senhor das leis”, um dos títulos de Olódùmarè, decidiu um dia visitar a Terra e ver de perto como as coisas andavam. Em sua caminhada conheceu um homem que se chamava Obì, e que lhe impressionou muito por ele ser uma pessoa muito justa, sem orgulho e pretensões, e sem nenhuma vaidade.

Então Olófin decidiu que Obì deveria viver muito alto, vestido de branco por fora e por dentro, que sua alma seria imortal e que trabalharia para ele. Em seguida, Olófin lhe apresentou Èsù, e entre ambos surgiu grande amizade, sendo que os amigos de um passaram a ser amigos do outro. Os pobres, os ricos, os corretos, os desajustados, todos eram amigos de Èsù.

Com o correr do tempo, Obì, começou a se tornar vaidoso e cheio de sí.O orgulho tomou conta dele, que passou a evitar as pessoas que lhe eram inferiores; até Èsù ele evitava, devido as suas amizades que não agradavam Obì.

Desejando celebrar uma festa, Obì convidou Èsù e pediu-lhe que evitasse convidar suas amizades. Èsù, que havia notado a mudança de comportamento de Obì, convidou os poderosos e ricos, mas também convidou os vagabundos e miseráveis da cidade. Quando Obì chegou em casa e viu aquela gente estranha, ficou irado e perguntou:” Quem convidou esta gente à minha casa?” Todos responderam:” foi Èsù″. Obì se enfureceu e expulsou a todos, dizendo que não admitia vagabundos em sua casa. Èsù chegou no momento em que todos saíam, dizendo que Obì era vaidoso e ingrato. Em seguida, saiu acompanhando seus amigos.
Nanã era considerada como a grande justiceira. Qualquer problema que ocorria em seu reino, os habitantes a procuravam para ser a juíza das causas. No entanto, Nanã era conhecida como aquela que sempre castigava mais os homens, perdoando as mulheres.
Nanã possuía um jardim em seu palácio onde havia um quarto para o eguns, que eram comandados por ela. Se alguma mulher reclamava do marido, Nanã mandava prendê-lo chamando os eguns para assustá-lo, libertando o faltoso em seguida.
Osalufã sabedor das atitudes da velha Nanã resolveu visitá-la. Chegou a seu palácio faminto e pediu a Nanã que lhe preparasse um suco com igbins. Oxalufã muito sabido fez Nanã beber dele, acalmando-a e a cada dia que passava ela gostava mais do velho rei.
Pouco a pouco Nanã foi cedendo aos pedidos do velho, até que um dia levou-o a seu jardim secreto, mostrando-lhe como controlava os eguns. Na ausência de Nanã, Oxalufã vestiu-se de mulher e foi ter com os eguns, chamando-os exatamente como Nanã fazia, ordenando-lhes que deveriam obedecer a partir dali somente ao homem que vivia na casa da rainha. Em seu retorno Nanã tomou conhecimento do fato ficando zangada com o velho rei. Foi então que rogou uma praga no velho rei que partir dali nunca mais usaria vestes masculinas. Por isso até hoje Oxalufã veste-se com saia cumprida e cobre o rosto como as orixás rainhas.

A Gratidão de Omolú

Chegando de viagem à aldeia onde nascera, Obaluaiê viu que estava acontecendo uma festa com a presença de todos os orixás. Obaluaiê não podia entrar na festa, devido à sua medonha aparência. Então ficou espreitando pelas frestas do terreiro. Ogum, ao perceber a angústia do Orixá, cobriu-o com uma roupa de palha, com um capuz que ocultava seu rosto doente, e convidou-o a entrar e aproveitar a alegria dos festejos. Apesar de envergonhado, Obaluaiê entrou, mas ninguém se aproximava dele. Iansã tudo acompanhava com o rabo do olho. Ela compreendia a triste situação de Obaluaiê e dele se compadecia. Iansã esperou que ele estivesse bem no centro do barracão. O xirê (festa, dança, brincadeira) estava animado. Os orixás dançavam alegremente com suas ekedes. Iansã chegou então bem perto dele e soprou suas roupas de palha com seu vento. Nesse momento de encanto e ventania, as feridas de Obaluaiê pularam para o alto, transformadas numa chuva de pipocas, que se espalharam brancas pelo barracão. Obaluaiê, o deus das doenças, transformara-se num jovem belo e encantador. Obaluaiê e Iansã Igbalé tornaram-se grandes amigos e reinaram juntos sobre o mundo dos espíritos dos mortos, partilhando o poder único de abrir e interromper as demandas dos mortos sobre os homens.
A lenda conta que Maria Mulambo nasceu em berço de luxo, seus pais coordenavam um pequeno reinado, mas não chegam a ser Reis.

Maria sempre foi muito bonita e delicada, cheia de trejeitos e sempre foi chamada de Princesinha, devido a sua beleza.

Quando tinha 15 anos, foi pedida em casamento pelo filho do rei, o principe tinha 40 anos.

Foi um casamento sem amor, o grande objetivo dos pais era juntar as fortunas e montar assim um grande reino.

Os anos se passavam e Maria não engravidava, mas o reino precisava de um sucessor ao trono.

Além de maria estar amargurada pois se caso contra vontade, ainda era chamada de árvore que não dava frutos, pois não tinha filhos. Mas Maria era uma mulher que apesar de tudo isso, praticava sempre a caridade, indo ao povoado e ajudando os necessitados e Doentes..

Em uma dessas ida ao povoado, conheceu um rapaz, “Foi amor à primeira vista”. Esse rapaz era viúvi e tinha três filhos e era somente dois anos mais velho que Maria.

Nenhum dos sois tinha coragem de assumir esse amor.

O Rei morreu, O Principe foi Coroado e Maria se tornou a Rainha daquele pequeno País.

O Povo amava Maria. No dia de sua coroação, os súditos não tinha o que lhe dar de presente, então fizeram um tapete de flores para Maria passar por cima.

Ela ficou muito emocionada. Seu marido, Agora Rei, estava com muita inveja, então trancou Maria no quarto e lhe deu uma surra de pontapés e socos. Bastava ele Beber e as agressões se repetiam.

Mesmo Machucada, Maria não deixou de ir ao povoado praticar caridade, num desses dias de visita, O amado de Maria a viu com tantas marcas, propôs à ela que fugissem.

Combinaram tudo…

Os pais do rapaz tomaria conta das crianças at´pe que a situação se acalmasse. Eles fugiram e Maria deixou tudo para trás, levando apenas a roupa do corpo.

O Rei no príncipio mandou procura-la, mas desistiu.

Maria agora não se vestia de roupas luxuosas e sim com roupas velhas e feia, pareciam MULAMBOS. Mas estava muito feliz.

Maria engravidou… a notícia correu todo povoado e chegou aos ouvidos do rei, desesperado, sabendo que ele é que não poderia ter filhos (Para um rei, isso seria impossivel). Ele precisava limpar seu nome.

Mandou seus soldados prenderem Maria, que agora já era chamada de Maria Mulambo.

Ordenou aos Guardas que amarrassem duas pedras nos pés de Maria e a Jogassem no fundo do Rio.

Ninguem soube do acontecido, Porém 7 dias depois de sua morte, começou a nascer flores no rio onde ela foi jogada. Os peixes eram abindantes naquele local, chegavam a pular fora d’água.

Seu amado desconfiou de tudo e mergulhou no rio em busca de seu corpo e o encontrou.

Mesmo depois de estar tanto tempo dentro do rio, o corpo estava intacto, parecia que ia voltar à vida, Os mulambos que Maria vestia quando foi jogada no rio já não existiam.

Maria gora estava coberta de jóias e um lindo vestido de rainha.

Velaram seu copo em uma cerimonia digna de rainha.

O Rei enlouqueceu.

Seu amado nunca mais se casou, na espera de reencontrar Maria.

No dia que ele morreu, reencontrou Maria, O Céu se fez azul e teve inicio à primavera.

assim a conhecemos hoje como Maria Mulambo, até hoje invocada para casos de amores impossiveis.

Laroyé Maria Mulambo!